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Um pouco de nós / Un poquito de nosotros:

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segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Um 2012 com as realidades da Graça de Deus


Apocalipse 21.1-8
Sermão pregado no Culto de Acolhida na
Igreja Metodista no Porto em 01º/01/12


Estamos em nosso primeiro dia do ano. Nesse período, a maioria das pessoas são cercadas por sentimentos de esperança de um ano melhor do que foi o que se findou. Passamos por momentos de reflexão, de reavaliar nosso projetos, nossas posturas. Somos tomados pelo perdão, pelo quebrantamento.

Também passamos pelo interessante momento e, diríamos nós, válido, de renovar nossos votos, ou fazer novos para o ano que se inicia: neste ano, vou emagrecer... Neste ano, não serei tomado pelo consumismo. Neste ano, serei mas presente na Igreja. E tantos outros...

Mas, também, temos aqueles mais céticos. Que nos dirigem a palavra desafiando-nos a refletir de que isso é uma perda de tempo. Afinal, tudo continua como estás. Apenas uma folhinha do calendário que se vira e alguns números mudam. Alguns nos levam a acreditar que tudo é ilusão. Utopia.

Pois bem, diante disto tudo, estamos como uma rainha num jogo de xadrez: estamos em xeque. Xeque é a jogada em que colocamos a principal peça do xadrez numa situação incômoda: para sobreviver, somente mexendo com ela.

Se estamos em xeque, qual é a nossa saída se alguns acham que é ilusão essa mudança de ano, que um ano melhor é utopia, e sabemos que esse sentimento é enganoso. Porque, sabemos bem que as coisas podem mudar para melhor.  Assim como, aqueles que acham que tudo é mágica. Mudou o ano. Vida nova. Tudo será diferente. Fiz novos votos. E sabemos que as coisas também não são dessa maneira...

Afinal, já passamos por outras viradas, fizemos novos votos, e tudo continuou como estava. O que fazer então? Como sair desse cheque?

A pergunta que fazemos nesta noite é: quais a realidades para a saída desse xeque no jogo da vida?

A primeira realidade nesse jogo da vida é de que estamos vivos, e isso nos basta, para termos esperança – Ec 9.4-5
Nos permitimos, muitas vezes, de que as lutas e dificuldades da vida ditam, sobre nós, os nossos limites. Nos deixamos que as primeiras dificuldades enfrentadas, em quaisquer projetos que temos sejam pessoal, familiar ou da comunidade da fé, sejam os limites para os quais devemos avançar. Com isso, nos sucumbimos em nosso escombros. Em nossos medos. Em nossos limites não nos permitindo avançar, crescer, romper montes que aprecem diante de nós.

Assim, gostaríamos que você tomasse essa primeira realidade: não estou morto. Estou vivo, por isso tenho esperança.

A segunda realidade nesse jogo da vida é de que sua esperança é viva. Sua esperança se chama JESUS.  – 1Pe 3.15
Há um antigo cântico que entoávamos em nossas igrejas, baseado nos salmos, que dizia mais ou menos assim: “uns confiam em carros, outros em cavalos. Nós, porém, nos gloriaremos em nome do nosso Deus”. Esse cântico é uma expressão da nossa fé: não confiamos no barro, no madeiro, no dinheiro... Confiamos num Deus vivo, ressurreto, que se chama JESUS de NAZARÉ.

Antes santificai” – consagrai, separai – “a Cristo em vosso coração para responder a todo aquele que vos pedir razão de esperança que há em vós” 1Pe 3.15. Tome essa realidade em tua vida nesta noite.

Sua esperança não está em sua conta bancária. Sua esperança não está na idolatria a imagens ou a homens. Sua esperança está em Jesus, a razão de nossas vidas.

A terceira realidade nesse jogo da vida é uma realidade nova, à cada dia – Ap 21.5
Experimentar o novo é algo maravilhoso. Porque sugere aquilo que ainda não foi usado ou que ainda é desconhecido. Novo remete à novidade. Algo que também se inova em nossas vidas.

Assim, temos essa promessa do Senhor para nós. A vivência na presença de Deus dá-nos essa realidade de experimentar algo novo para nosso viver. E como seria bom, agradável e perfeito, estarmos no centro da vontade do Pai e experimentar a nova notícia para o ano de 2012. A notícia da Sua companhia. A notícia de sua presença, mesmo em tempos de lutas. A nova boa notícia de seu cuidado para contigo e família.

Gostaríamos que você tomasse essa terceira realidade em tua vida: em Jesus, minha esperança,  se faz novas todas as coisas.

Nesse jogo da vida. Nesse xeque em que nos encontramos, você deseja ter o xeque-mate (a jogada fatal) pela incredulidade de um 2012 melhor ou o xeque-mate pela ingenuidade de vãs votos. De vãs esperanças.

Ou deseja experimentar as realidades que seu 2012 pode ter com a presença de Cristo em tua vida? Você quer que seu 2012 seja tomado de desejos das bênçãos de Deus? Deseja, se permitir, que Ele possa ser a presença em tua vida fazendo novas todas as coisas?

Nesta noite, no amor em Cristo Jesus, queremos lhe desafiar a entregar todo seu fardo. Todos os seus dilemas e medos. Todos os seus vãs votos. Todas as suas vãs esperanças. Desafiamos a lançar tudo sobre o altar de Deus e tomar posse de algo mais sublime que Deus tem para ti: a presença dele contigo, fazendo novas todas as coisas.

Você deseja? Venha ao altar do Senhor num ato de fé, de entrega, num ato de submissão do querer do Senhor e tenha um 2012 regado pela presença daquele que realmente conhece as tuas necessidades.
Revda. Elisandra e rev. Márcio Toledo

sábado, 3 de setembro de 2011

Amizade "algodão-doce"


Ag 2. 3-9

A lógica de muitas amizades é exatamente e esta: ser como o algodão doce. Delicioso, mas não alimenta, não fortalece, logo acaba todo derretido pois é superficial.

Amizade espiritual requer mais de nós. Olhamos a comunidade de fé e duvidamos da mudança em direção a  relacionamentos mais profundos. Por quê? É perigoso! Quando é preciso arriscar e abrir o coração para ter intimidade. No entanto, o medo paralisa acendendo a luz amarela: atenção, se passar daqui, pode sofrer. Ninguém quer sofrer. Então, o melhor é manter a distância uns dos outros, assim, não nos tornamos vulneráveis.

Quando decidimos abrir o coração para os outros e sair da superfície num mergulho mais profundo podemos contar com problemas. Nem tudo será do jeito planejado, algumas coisas darão erradas. Hoje, ser cristão é uma coisa, seguir a Cristo é outra, principalmente, quando falamos de relacionamentos.
Sempre que buscamos nos envolver uns com os outros e afirmamos isso de contar uns com os outros, aí as coisas pioram. Mais fácil ir à igreja e estar no banco nos cultos, reuniões, do que falar o que pensamos e nos envolver. Não queremos desagradar as pessoas, não queremos que nos achem chatas e maçantes. Não queremos que nos chamem de inconveniente.

Mas o evangelho de Jesus nos pede mais do que uma amizade ‘‘algodão-doce’’, que tem sua doçura, mas no fundo, não nutre nada. Fomos perdoados porque vivíamos longe da comunhão com Senhor, sem depender de Deus. Agora, com uma nova identidade, também requer de nós uma nova atitude, vivermos em comunhão uns com os outros: ‘‘Tudo vale a pena, quando vemos Jesus uns nos outros’’ - vale a pena investir em relacionamentos mais consistentes.

Esdras e Ageu relatam sobre a reconstrução do templo. Quando os mais idosos a viram, choraram decepcionados porque a primeira casa de Deus era muito mais gloriosa. Quanto aos jovens, vibraram, cantaram e se alegraram.
Então o Senhor nos fala: ‘‘Não temais, o meu Espírito habita no meio de vós e a glória desta última casa será maior que a primeira e, neste lugar, darei a paz.’’ Assim, também, seja nossa comunidade, com o desejo de infundir Cristo uns nos outros, inflamando-nos com o poder do Espírito Santo em relacionamentos espirituais mais sólidos, firmes e persistentes. Não aceite nada menos do que amizades espirituais consistentes que um dia encherão os céus.

Arrisque-se em relacionar-se com as pessoas porque o Espírito está em ação e podemos acreditar em dias melhores. Anseie pelo melhor.

‘‘Mantenha a esperança de descobrir o objetivo desta vida e de desfrutar as alegrias espirituais já disponíveis agora, de provar o inesquecível sabor de Cristo, de sentir os braços do Pai em torno de você, de sentir o Espírito Santo dentro de você’’ (Larry Crabb em O Lugar mais seguro da Terra).



Revda. Elisandra Toledo
Pastora coadjutora da Igreja Metodista em Cataguases-IMKtá,
designada para congregação na Vila Reis.


Publicado no informativo semanal da IMKtá, ParticipAção, ano XXVI, edição nº 36 de 04 de setembro de 2011.

Ele cuida de mim... Ele cuida de ti!!!


‘‘Lançando sobre ele toda a vossa ansiedade,
porque ele tem cuidado de vós’’ 1Pe 5.7

Desde muito cedo, meus pais descobriram que eu sofria de asma. Por diversas vezes tive crises horríveis, precisando, até mesmo, de internação hospitalar.

Sempre precisei muito dos cuidados deles, pois a situação ficava tão difícil para respirar que a morte parecia iminente. Foi necessário aprender a viver dentro dos limites estabelecidos pela doença, a discernir quando a crises está para chegar e o que pode ser feito para amenizá-la.

Como foi importante p cuidado que recebi para suportar e enfrentar a asma.

Hoje, já adulta, ainda a enfrento. No entanto, ela não assusta como na infância. Ela vem e passa, e a vida continua.

As crises por falta de ar para respirar, geram uma ansiedade muito grande, uma angústia. Sufocamento causam dor. Impossibilidade de fazer atividades simples do dia-a-dia.
Lembrando do cuidado dos meus pais devido a asma, notei o cuidado de Deus.

Inúmeras crises lancei sobre meus pais buscando socorro e descansava, pois sabia que eles me ajudariam.

Com o Senhor durante toda nossa vida, nas diversas circunstâncias, também podemos lançar nossa ansiedade sobre Ele, porque Ele tem cuidado de nós.

Confie Nele! Ele cuida de mim... Ele cuida de ti!

Deus nos abençoe!!!



Revda. Elisandra Toledo
Pastora coadjutora da Igreja Metodista em Cataguases-IMKtá,
designada para congregação na Vila Reis.


Publicado no informativo semanal da IMKtá, ParticipAção, ano XXVI, edição nº 35 de 28 de agosto de 2011.

Movimento Perfeito


A obra de Deus é perfeita. O seu plano para nos salvar foi, por extremo, amor. Ele nos libertou das trevas e nos transportou para o Reino do Filho do seu amor. E quando aceitamos este amor em Cristo somos resgatados dos pecados. Absolvidos por este amor, o pecado não tem mais domínio sobre nós.

Cristo é o primogênito. Ele é anterior e superior à criação. Ele é a imagem do Deus invisível e esta imagem está refletida em nós também. Portanto, temos a essência desta imagem.

Ele é a cabeça do corpo, da igreja. Corpo que somos. E nosso alvo comum no corpo é Cristo. É viver a união e o movimento rumo a Cristo.

Consequentemente, o corpo como um organismo vivo, sofre aflições e conflitos, assim como, nosso corpo físico enfrenta estas situações.

Mas, todo corpo sofre junto com o membro que está machucado.

Quando há algo de errado que nos incomoda, é preciso um movimento para curar, tratar o que está ferido. Mesmo que a dor seja grande. Esconder não é a solução, pelo contrário, só prejudicará as relações do corpo.

Este é o primeiro movimento rumo a Cristo: abrir o coração um para o outro, a fim de conquistar, de tornar-se em relacionamentos saudáveis.

O segundo movimento, é o sacrifício que se faz pelo corpo. Mesmo ele doente, não excluímos nenhuma parte. Não cortamos um membro porque está quebrado, mas lutamos pela restauração.

Cristo levou sobre si ‘‘as injúrias dos que te ultrajavam’’ (Rm 15.3). Ele não se agradou a si mesmo, no entanto, sofreu pelo seu corpo.

Assim, Ele nos desafia a sofrer uns pelos outros, suportando nossas debilidades (Rm15.1), não querendo a nossa vontade realizada, mas a de Cristo, que é o Senhor da Igreja e que sofre por ela até hoje.

Ele nos chama para fazermos um movimento em direção ao centro de Sua vontade e vivermos unidos para que Sua bênção seja derramada sobre seu corpo, sobre sua Igreja, sobre sua vida.

Revda. Elisandra Toledo
Pastora coadjutora da Igreja Metodista em Cataguases-IMKtá,
designada para congregação na Vila Reis.


Publicado no informativo semanal da IMKtá, ParticipAção, ano XXVI, edição nº 34 de 21 de agosto de 2011.

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Um espaço para crescimento

A vivência de uma Igreja em Grupos Pequenos é fundamental para o crescimento espiritual do cristão e da cristã. Assim como, para o avivar do fervor evangelístico no seio da Igreja.

O texto do evangelista Lucas em seu capítulo 24, dos versículos 13 ao 35, nos mostra a realidade e importância do GP no desenvolvimento da fé.

Essa importância não exclui, nem diminui o papel do culto, da celebração no grupo maior, na igreja toda.

A célebre passagem do Caminho para Emaús mostra o contexto da celebração com todo o povo (a Igreja na sua totalidade). Os discípulos retornavam para Emaús após a celebração com toda sua «igreja» em virtude da festa da Páscoa.

A reunião com o grupo maior é o espaço do serviço, da celebração, do júbilo, da adoração comunitária a Deus.

Mas o texto também nos mostra a importância e o papel do Grupo Pequeno.

No momento, eles estavam cabisbaixos, entristecidos. E foi no contexto menor, da sua casa, com pessoas de seus relacionamentos, que seus olhos se abriram e a esperança ressurgiu em suas vidas.

O estar no GP proporcionou aos discípulos de Emaús um reencontro com a Graça.

No mais, essa vivência fez com que eles pudessem reencontrar o ardor do primeiro amor, culminando com o desejo de sair e compartilhar do encontro com a Graça de Deus.

Proclamar a Graça de Deus com entusiasmo e fervor, desemboca em crescimento, em multiplicação.

Numa Igreja em Grupos Pequenos, a celebração ocorre com a comunidade maior, com júbilo e adoração. Mas, no GP, ocorre o espaço do crescimento na salvação, amadurecimento na fé e o crescimento da comunidade com o ardor em ganhar novas almas para o Reino de Deus.

Nesse processo que estamos no CTM, especificamente no repassar a visão de uma Igreja em Grupos Pequenos, vamos nos aprofundar e beber ao máximo, para que a visão esteja clara em nossas vidas.

Deus nos abençoe!

Márcio Toledo, pr.
Boletim ParticipAção, ano XXVI, nº 24
Informativo semanal da Igreja Metodista em Cataguases

Muitos passaram... alguns escreveram... outros, continuarão a escrever a história!

Olhar para história pode provocar três diferentes sentimentos: um deles, de indiferença - tanto faz o que ocorreu, para nada serve; outro, de nostalgia - ah... se fosse como naquele tempo...; outro - para mim o mais sublime - de inspirar na busca de um amanhã melhor do que foi o ontem e do que está sendo o hoje.

Esse sentimento que gostaríamos que brotasse em você, meu irmã e minha irmã.

Nesse 13 de maio completamos 117 anos de caminhada nesta cidade. Foram anos que registram erros, equívocos, mas muito mais, de glórias, de vitórias, de acertos.

No entanto, não queremos ser indiferente com a história, tão pouco, nostálgico. Mas rogamos que Deus nos use para fazer diferença em nossa geração.

Não tenho dúvida que Deus nos tem dado a oportunidade de escrever a história para engrandecimento de Seu nome. Uma oportunidade de crescermos numa vida de santidade e, na vivência dos grupos pequenos, permitirmos um crescimento como nenhum outro em nossa história.

Crescimento em todas as áreas: crescimento de irmãos e irmãs em santidade, em consagração, em oportunidades de crescimento no trabalho, na capacitação e utilização dos dons que Deus nos tem dado.

Como também crescimento estrutural - acomodações e espaços em excelência para um Deus digno do melhor para acolher vidas do lamaçal do pecado.

Assim como, um crescimento numérico maior do que já tivemos até agora.

Queremos que nossas portas do fundo estejam fechadas para que as pessoas possam ser consolidadas na fé, mas que nossas portas frontais estejam totalmente abertas para viciados/as, prostitutas/os, fofoqueiros/as, caluniadores/as, desonestos/as, etc.

Um momento em que o ardor missionário - a paixão por almas - será como um calor intenso em nossas vidas que nos impulsiona a viver e proclamar o evangelho de vida onde pisarmos a planta de nossos pés.

Somos chamados a escrever essa história e, não somente, passar por ela. VENHA!

Márcio Toledo, pr.
Boletim ParticipAção, ano XXVI, nº 20
Informativo semanal da Igreja Metodista em Cataguases

Ioiô

Quando criança, muito brinquei com ioiô. Era muito divertido e interessante.

Mas algo me chama atenção nesse brinquedo: ora, eles podem estar retraídos em nossas mãos, ora estão viajando pelo ar com voltas mirabolantes.

O ioiô sempre volta às mãos por causa de sua característica, mas o grande espetáculo deste jogo é quando ele sai pelas nossas mãos e realiza balanços impressionantes.

Mas trago à memória um texto do apóstolo Paulo: ‘‘ até que cheguemos à unidade de fé e ao pleno conhecimento do Filho de Deus’’ Ef 4.15.

Paulo nos ensina que é desejo do Senhor o nosso amadurecimento na fé. Esse amadurecimento é tornar-se forte na vivência dessa fé em Cristo.

Na figura o ioiô, não é manter-se nas mãos, mas percorrer voltas mirabolantes pelo ar.

Também não é desejo do Senhor que sejamos como meninos inconstantes. Ora nas mãos, retraídos, ora com desenvoltura.

Percebemos que muitos de nós precisamos focar isso em nossas vidas: amadurecermos na vivência da fé em Cristo.

Quanto a isso, há um tópico na apostila do Curso  de Treinamento de nosso CTM que muito nos ensina: tornar-se maduro na fé - forte na fé - é tornar-se um cristão livre em Cristo.  Nossa fé não é baseada nas circunstâncias deste mundo, mas na obra de Cristo.

Fracos na fé, ou seja, pessoas que são novos na fé em Cristo ou, os crentes ioiôs, facilmente se permitam desanimar por más notícias, pelas desavenças, pelos chateamentos, pelos maus entendidos, etc.

Outra coisa que aprendemos: fortes na fé não se deixam escandalizar pelo outro, ou por si só. Em pessoas novas na fé em Cristo isso seria ‘normal’, mas em crentes já com caminhada em Cristo, é tornar-se ioiô. Fortes na fé não se deixam escandalizar ou tropeçar pelo estilo do outro que ainda é novo, ou, que ainda não passou pela experiência em Cristo.

‘‘Fortes na fé não julgam, mas são capazes de ceder ao julgamento do fraco por causa do amor fraternal’’ (Apostila Treinamento p.10).

Por último, fortes na fé servem. Porque na lógica do Reino, servir é crescer. O foco está em servir o outro, não em agradar a si mesmo.

Nessa perspectiva - de crescimento, de amadurecimento, de sermos fortes na fé e não crentes ioiôs, ora constante, ora não - desejamos que nossos Grupos Pequenos sejam espaços para esse amadurecimento na fé.

Desejamos que os GPs sejam espaços para que através da Palavra, do louvor, da oração e da comunhão, possamos ‘conhecer e continuar conhecendo a Cristo’, a fim de que cosias pequenas - o olhar do meu irmão, o jeito que ele falou, ele esqueceu de mim, vou pra lá, vou pra cá, etc. -  não sejam motivos para que me torne um fraco na fé, um crente ioiô, mas me torne forte.

Márcio Toledo, pr.
Boletim ParticipAção, ano XXVI, nº 18
Informativo semanal da Igreja Metodista em Cataguases

A função dos GPs

Nesta semana estamos dando início ao centro de treinamento ministerial. Isso nos sugere que, em breve, daremos início aos primeiros GPs protótipos.

Alguns ainda se sentem receosos com a implantação dos Gps, como se por exemplo fosse uma reação diante do modismo que permeia muitas comunidades evangélicas em busca de crescimento.

Seria essa a nossa motivação?

Quando fomos incomodados por Deus para a transição em uma Igreja em Grupos Pequenos, primeiramente nos ficou claro que esse jeito de ser igreja é bíblica: a igreja primitiva crescia no templo e nas casas.

E segundo, por que o metodismo primitivo, redescobrindo isso, teve em sua prática essa estratégia: no tempo de Wesley, existiam cerca de 10.000 grupos pequenos (‘‘classes’’ como era chamada).

Portanto, ao trabalharmos para ser essa igreja, desejamos que tenhamos nos GPs um espaço para comunhão, para o discipulado, para o ensino, para a solidariedade...

Desejamos encontrar nos GPs um espaço para consolidarmos as pessoas que chegam em nossa igreja.

Temos sido usados por Deus para levar a boa-nova mas temos permitido que a porta dos fundos esteja aberta. Com isso, muitos saem de nossa igreja e vão para outras igrejas evangélicas ou, até mesmo, ficam ‘perdidos’.

Os GPs serão esses espaços para que os novos discípulos encontram apoio próximo para serem fortalecidos na Graça de Deus.

Os GPs também serão espaços para que o primeiro amor seja vivenciado com PAIXÃO. Juntinhos, um com o outro, buscaremos na ação do Espírito Santo um fervor para falarmos desse grande amor que nos libertou do pecado para a vida.

Também será espaço para que o outro possa aprender os primeiros passos para o crescimento espiritual: oração, jejum, leitura bíblica, devocional em família, etc.

Como vemos, os GPs são, antes de mais nada, aprofundamento na vida espiritual. Mas não deixará de ser uma estratégia para crescimento.

Cremos, como na expressão bíblica, que o ‘Senhor nos dará  os que serão salvos’.

Portanto, como receber os novos no Reino de Deus se não teremos espaços para que se desenvolvam, solidamente, na Graça de Deus?

Márcio Toledo, pr.
Boletim ParticipAção, ano XXVI, nº 15
Informativo semanal da Igreja Metodista em Cataguases

ATENÇÃO! 1, 2, 3... prepara-se, a largada será dada.

Estamos nos aproximando do início do CTM - centro de treinamento ministerial - e vamos, daqui alguns meses, dar início aos nossos primeiros GPs - grupos pequenos.

Alguns obstáculos se levantaram dentro desse período em que ficamos aguardando o início das aulas. Perigoso nos deixar levar por eles. Deixá-los tomar conta de nós e desistir do que está proposto. A carreira que o Senhor tem para sua Igreja Metodista é grande, é desafiadora, e depende de cada um de nós.

Olhamos ao redor e nos deparamos com inúmeras pessoas sofrendo, perdidas, a caminho do inferno, porque não há quem anuncie o Evangelho do Senhor Jesus. Conte sobre as boas novas de salvação, libertação que Jesus tem pra todo aquele que o aceitar como Senhor e Salvador.

Lembro-me de Isaías quando é indagado por Deus: - ‘‘Quem irá por nós?’’

Hoje fazemos a mesma pergunta: Quem irá por nós? Quem irá pelo Senhor Jesus? Quem está disposto a percorrer a carreira proposta pelo Deus Eterno?

Estas perguntas precisam de uma resposta. E o que você responderá para Deus?

Jesus, percorrendo as cidades, viu as multidões, compadeceu-se delas, porque estavam aflitas e exaustas, como ovelhas que não tem pastor. Ainda hoje, temos esta mesma visão das multidões sem Cristo em suas vidas.

Ele se voltou para seu GP: ‘‘A seara, na verdade é grande, mas os trabalhadores são poucos’’. Precisamos aumentar o número de pessoas dispostas a servirem em nome de Jesus. Com o propósito de ganhar almas para o Rei dos reis. Consolidar vidas para que a família de Deus cresça e não pereça... Mas os trabalhadores são poucos. Até quando? Com quem contar?

Jesus ainda declara: ‘‘Rogai, pois, ao Senhor da seara para que mande trabalhadores para sua seara.’’ Esta é nossa oração: ‘‘Deus amado, mande trabalhadores para nos ajudar na seara. Há vidas se perdendo porque não temos com quem contar. Estamos na tua dependência, esta obra é Tua e a Ti clamamos no nome de Jesus.’’

Não cessaremos de orar e buscar em Deus para que nos dê muitos trabalhadores.

Por isso, amado irmão e amada irmã em Cristo, não deixe o CTM passar. Não deixe a oportunidade de capacitação passar.

Leia, ouça o Espírito, e responda SIM ao que o Espírito Santo nos chama.

Elisandra Toledo, pra.
Boletim ParticipAção, ano XXVI, nº 14
Informativo semanal da Igreja Metodista em Cataguases

Quebrantamento, Santificação, Unidade e Celebração

As vossas eiras se encherão de trigo
e vossos lagares transbordarão de vinho novo e azeite.
Jl 2.24

O contexto de Judá, no ministério de Joel, é de devastação. O profeta usa a linguagem de ‘‘gafanhoto’’ para simbolizar a destruição causada em sua terra.A situação é crítica.

Mas ocorre uma promessa do Senhor: ‘‘suas eiras se encherão de trigo e seus lagares transbordarão de vinho novo e azeite’’ (Jl 2.24). Promessas de restauração e de restituição.

Antes, porém, a palavra do Senhor é para um avivamento. E o avivamento bíblico implica no retorno à Deus, no estar debaixo da autoridade, da Palavra do Senhor.

Para que o avivamento ocorra, o Senhor dá uma direção clara este processo:

Quebrantamento: não há outra forma da promessa de Deus se cumprir se não ocorrer um quebrantamento. A destruição é consequência do distanciamento, da desobediência do povo em relação à Deus.
‘‘Convertei-vos a mim’’,  ‘‘rasgai o coração e não as vestes’’ (Jl 2.12-13) são o chamado para o quebrantamento, para a conversão ao Senhor.

Santificação: ‘‘Santificai a comunidade’’ (Jl 2.16) é outra direção dada ao povo. Diante do Senhor que é Santo, não há outra forma de comunhão se não trilharmos o caminho de santidade. Essa é uma proposta bíblica clara, assim como, uma herança do metodismo histórico.

Unidade: No versículo 16, unidade é outro chamado para o povo. A presença do Senhor é real em meio às adversidades que ocorrem entre as pessoas. A vivência da unidade é elemento para que a ‘‘bênção e a vida para sempre’’ (Sl 133) ocorra. Em meio ao caos que Judá estava, fundamental será a unidade do povo.

Celebração: O apóstolo Paulo nos dá uma palavra rica para nossa atitude: ‘‘em tudo dai graças’’. Esse é um princípio apontado por Deus nessa palavra do profeta Joel. A celebração tem que ser uma constante do povo: ‘‘celebrareis’’, ‘‘regozija-te e alegra-te’’, ‘‘louvareis o nome do Senhor’’. O coração de gratidão diante do Senhor é portas para sua Graça.

Essa direção dada por meio do profeta Joel desejamos vivenciar numa Igreja de Grupos Pequenos.

Quebrantamento, santificação e unidade são elementos que nos grupos pequenos serão vivenciados. Os GP’s proporcionarão essa atmosfera de nos quebrantar diante do Senhor. Provocará uma constante busca de crescimento em santificação e causará, em meio aos grupos, uma unidade doutrinária e física.

Quanto à celebração, esse será o propósito de nossos encontros nos templos. O culto será um espaço de celebração, júbilo, festa e regozijo dos Grupos Pequenos que se reunirão em grandes concentrações.

Que na vivência de uma Igreja em Grupos Pequenos ‘‘nossas eiras se encham de trigo e nossos lagares de vinho novo e azeite’’.

Márcio Toledo, pr.
Boletim ParticipAção, ano XXVI, nº 09
Informativo semanal da Igreja Metodista em Cataguases

E serás pescadores de homens

Lançavam suas redes ao mar, porque eram pescadores.
E disse-lhes: Vinde após mim,
e eu vos farei pescadores de homens. Então, eles deixaram
imediatamente as redes e o seguiram.    Mt 18b - 20

O que é o medo? Conforme o dicionário Aurélio: “sentimento de viva inquietação ante a noção de perigo real ou imaginário, de ameaça, pavor, temor”. O medo acaba fazendo parte da nossa vida porque, se assim não fosse, não conseguiríamos sobreviver no mundo. Ele nos dá sentido de limites, até onde podemos ir.

No entanto, às vezes precisamos nos arriscar frente ao novo.

O novo emprego, a casa nova, o nascimento de um filho, a perda do emprego, separação, a morte, e tantas outras coisas, boas ou ruins, são situações que trazem coisas novas e mudanças naquilo que estávamos habituados.

Quando criança, meu pai trabalhava numa cooperativa e nós vivíamos mudando de cidade. Isso me angustiava. Cada vez que tinha que deixar as pessoas que gostava, escola, cidade, sofria muito. Meu desejo era que tudo ficasse como estava. E na ingenuidade de criança me perguntava: “Pra que mudar, aqui está bom!” Bem mais tarde percebi que era necessário. Meu pai precisava sustentar a família e a mudança fazia parte.

No texto de Mateus percebi que aqueles homens foram chamados por Jesus para o novo, aceitaram a mudança e simplesmente deixaram tudo para segui-Lo. Eles viram a oportunidade de caminhar com o Mestre e crescer com aquele Homem. A pesca naquela noite  havia trazido apenas frustração porque não pescaram nada (Lc 5: 4-11). Aquele gesto de confiança em lançar o barco outra vez ao mar e depois segui-Lo, mudou a história da humanidade.

A Igreja em Cataguases está num período de mudança. O novo está para acontecer. Parece perturbador. As perguntas surgem de todos os lados: Como vai ser isso? Quem vai ser convidado? O que vai acontecer? E muitos estão com medo do novo. O medo de abrir a mente para um novo paradigma. Medo de sair da “zona de conforto”, porque achamos que assim está bom. O medo do novo impede da mudança acontecer e gera frustração.

As perguntas que precisamos ter em mente são: Como vamos crescer? Como vamos alcançar mais vidas para Jesus? Como vamos consolidar estas vidas na igreja? O desafio está lançado. Como aqueles garotos na beira da praia que um dia aceitaram o convite para o novo e mudaram a história da humanidade. você também está sendo convidado a fazer parte deste propósito de alcançarmos mais pessoas para Cristo e elas provarem do Novo, que cura, liberta, salva.

John Wesley dizia que temos um negócio na terra, e esse negócio é salvar almas. Nós temos um negócio em Cataguases: “salvar almas em Cristo Jesus por meio dos Grupos Pequenos.”

Meu irmão, minha irmã, Jesus te chama para o Novo, Ele conta com você!!!

Jesus nos abençoe!

Elisandra Toledo, pra.
Boletim ParticipAção, ano XXVI, nº 8
Informativo semanal da Igreja Metodista em Cataguases

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Você é um líder! Por onde tem andado?

Certa feita uma pessoa reagiu a uma fala minha dizendo que não era líder, que estava ali por convite, que não coordenava e nem desejava coordenar nenhum ministério.

Isso mostra nossa percepção equivocada sobre liderança. Necessariamente, não temos que coordenar ou estar coordenando algum ministério ou área da Igreja. Ou, como vemos muito nas falas de algumas pessoas em nossas igrejas, que temos que ser “cabeça”, não “calda” - no sentido que não é admissível um/a cristão/ã não ocupar um espaço que não seja a investidura do cargo.

O que identifica um líder não é esta investidura. Líder é aquele/a que  influencia pessoas. Quanto a isso, não podemos negar que todos nós exercemos influência sobre pessoas. Nossos posicionamentos, nossas atitudes, tudo coopera para influenciar as pessoas que convivem ao nosso redor, em menor ou maior grau.

No mais, há um princípio bíblico de que todo/a cristão/ã é vocacionado a liderar: “Estai sempre preparados para responder a todo o que vos pedir a razão de esperança que há em vós.” (1Pe 3.15).

Esta é uma visão que temos que resgatar em nossa caminhada. Por vezes  encontramos pessoas apáticas na vida da igreja. Sem motivação, sem entusiasmo, sem participação na construção do Reino de Deus. Pessoas que apenas são espectadores dos cultos, das programações, da Escola Dominical...
Por outras, pessoas que exercem sua liderança mas de forma equivocada. Não chegam a dizer aos visitantes e aos de fora as dificuldades que encontram no caminho, mas no seio da igreja, sempre estão na crítica: “esta não é a igreja que desejava”, “não gosto desta cidade”, “estou cansado”, etc.

Como liderar na perspectiva do Reino de Deus se minha influência não leva à construção, mas às trincas e aos desânimos?

Temos que resgatar princípios bíblicos para nossa liderança. Liderar na dimensão da Graça de Deus que anseia, que busca, que pede ao Senhor novas vidas para Ele.

Liderar na dimensão bíblica que cria na comunidade de fé, um lugar terapêutico. Que faz da comunidade de fé - a Igreja, Corpo de Cristo - um espaço onde anseio que meus/minhas amigos/as acolham a fé em Jesus.

Uma liderança apaixonada pela vida em Jesus que implica em partilhar essa nova vida encontrada. Uma liderança que toma posse das promessas do Reino: “pede-me e te darei  as nações como herança, e as extremidades da terra como propriedade.”  (Sl 2.8).

Você é um/uma líder. Exerça na Graça de Deus.

Márcio Toledo, pr.
Boletim ParticipAção, ano XXV, nº 47
Informativo semanal da Igreja Metodista em Cataguases

Avançaremos !?

Domingo passado tivemos mais um Concílio Local. Como os demais, cheio de desafios para nossa ação ministerial.

No entanto, estamos diante da decisão de continuar agora ou aguardar para avançarmos na construção de nossos espaços em Itamarati de Minas e, consequentemente, Vila Reis, Ponte Alta, Central.

Quando olhamos para os investimentos, pode até bater em nosso coração o temor: “investimos mais do orçado, será que devemos continuar?”. Mas quando olhamos os sinais, temos tido o discernimento que é hora de continuar.

Aos nossos olhos está o “mar”, atrás de nós, vem o “exército de faraó”. Mas o Senhor tem nos desafiado a marchar. É tempo de rompermos com fé nossos obstáculos e permitir, na direção de Deus, o crescimento de nossas congregações.

Em nosso contexto, marchar tem seus significados:
- um deles, buscarmos um reavivamento diário que brote em nós uma paixão por Deus. Uma paixão que nos impulsiona a compartilharmos nossa fé com nossos amigos e vizinhos.
- marchar, também significa apresentar diante de Deus os desafios que temos recebido referente à Oferta Missionária Local. Colocarmos um propósito e compromisso, com generosidade e fé, para nossa Oferta. Somos uma igreja de pessoas simples. Sim. Mas temos um potencial para romper os R$ 1.000,00 mensais na Oferta Missionária Local.

É tempo de convidarmos a amigos, empresários que conhecemos, etc., a estarem junto conosco para conseguirmos levantar nossas estruturas para que, novas vidas, possam encontrar em Cristo uma perspectiva nova de viver.

Temos uma proposta de um evangelho integral. Para isso, faz-se necessário uma estrutura para os projetos sociais, espaços para celebração e acolhida, e outros.

Não vamos desanimar. Vamos continuar firmes no propósito de, em nosso tempo, escrevermos uma história de crescimento estrutural, orgânico, qualitativo e quantitativo em nossa Igreja.

Na Central há espaços agora para crescimento de novas vidas. Nossas congregações estão pulsando num novo momento. Vamos participar da colheita que Deus tem para nós.

Avançaremos!!! “Diga ao povo que marche.”  Ex 14.15

Márcio Toledo, pr.
Boletim ParticipAção, ano XXV, nº 37
Informativo semanal da Igreja Metodista em Cataguases

E você?

“Vigiai e orai, para que não entreis em tentação; o espírito está pronto, mas a carne é fraca.”   Mt 26.41

Como parte do Corpo de Cristo, a nossa Igreja hoje possui vários desafios a serem superados - vencidos. Então, você pode pensar: como assim? Crescemos em número pessoas, arrecadação, pastores, congregações se desenvolvendo, o que mais precisamos?

Lançamos nossas redes na expectativa de superarmos além do que vemos e temos. Queremos mais, muito mais.

Queremos construir infra-estrutura que dê condições adequadas para o trabalho.

Desejamos que vidas sejam salvas das trevas para a maravilhosa luz de Jesus. Queremos em nossa igreja pessoas crescendo na maturidade da fé em Cristo (não mais se alimentando de leite como criança, mas de alimento sólido como homens e mulheres de Deus). Queremos mudança na sociedade que vivemos porque não podemos nos conformar com este século (violência, injustiça, discriminação, vícios, etc. ...). Enfim, meus irmãos e minhas irmãs, a lista poderia continuar.

Mas, onde quero chegar é perguntar-te: - Como está a tua vida de oração? Você está orando? Você tem andado de joelhos em oração? Quando Jesus vai ao Getsêmani leva alguns de seus discípulos  para orar e vigiar. Jesus está profundamente angustiado. Sabe que sua hora está chegando e que beberá do amargo cálice. E qual foi sua surpresa? Por três vezes encontrou seus discípulos dormindo.

E nós, como Igreja, estamos dormindo também? Ou estamos dobrando, cada dia mais diante de Deus, nossos joelhos e vigiando? Estamos buscando mais e mais o Senhor, dono da seara?

Nosso desafio como igreja é grande. E nossa oração é um ato de obediência, fé e esperança. A nossa oração deve ser feita em nome de Jesus. Devemos orar usando o pronome nosso. Quem ora, ora por todos. Todos temos a necessidade de estar com Deus.

Como venceremos os desafios? Como superaremos os obstáculos? Com vida de oração. Com entrega, disciplina, perseverança e com fé.

O que temos pedido como Igreja? Quais são nossos objetivos? Onde queremos chegar?

Eu quero ir além. Ver o propósito de Deus se realizar na terra. E em oração, quero ser persistente, perseverante até que se cumpra.

Ore sem esmorecer. Incessantemente. Cremos em Deus e sabemos que suas promessas são para todos. “Pedi, e dar-se-vos-á; buscai  e achareis; batei, e abrir-se-vos-á.” (Mt 7.7).

Elisandra Toledo, pra.
Boletim ParticipAção, ano XXV, nº 27

Pra Sempre Jesus

“Porque eu sei que
meu Redentor vive...” Jó 19,25

Gosto particularmente do livro de Jó. E cada vez que uma provação se levanta recorro ao que aprendi com as palavras de vida, fé e esperança da experiência dele. Ele passou por diversas provações. Satanás o acusou diante de Deus que ele só temia ao Senhor porque Ele o abençoara. Então as lutas vieram. Perdas e danos. Humilhação. Desprezo. Fico imaginando como ele deve ter sofrido. 


No mundo globalizado que vivemos, tudo é instantâneo. Até parece que o mundo gira mais rápido. Aí, quando enfrentamos uma dificuldade, uma provação, qual é nossa reação? Queremos a resposta de Deus o quanto antes. A ansiedade toma conta. Ou...como Lucas 8,13( A explicação da Parábola do Semeador) diz: “A que caiu sobre a pedra são os que, ouvindo a palavra, a recebem com alegria; estes não tem raiz, crêem apenas por algum tempo e, na hora da provação, se desviam.” 

A ideia de andar com Cristo só quando as coisas vão bem e as bênçãos são visíveis, não me agrada. Sabe por quê? O próprio Jesus nos disse: “Estas coisas vos tenho dito para que tenhais paz em mim. No mundo, passais por aflições; mas tende bom ânimo; eu venci o mundo” (Jo 16,33). Pois Jesus sabia que o Calvário se aproximava. 

Assim, quando passamos, eu e o pr. Márcio, um dos momentos mais difíceis onde o inimigo de nossas almas veio para matar, roubar e destruir, vimos o livramento de Deus. Sentimos o mover do Espírito Santo nos dando força e ouvimos sua doce voz nos guiando. Mais uma vez lembro das palavras de Jó: “EU SEI QUE O MEU REDENTOR VIVE...” 

Adoramos  ao Cordeiro de Deus que derramou seu sangue por nós, foi morto, mas vive para sempre. E a cada dia queremos louvar e exaltar o seu Nome, pois somente Ele é digno. 

Irmãos e irmãs, seja qual for a provação que você está enfrentando persevere. Não seja como a semente que caiu na pedra, mas seja como a que caiu em terra boa (seu coração) e criou raízes profundas em Jesus Cristo,  Senhor e Salvador.  Mesmo que a angústia, escuridão ou o inimigo se levantar contra ti, declare que Nele você descansa, confia e ama. 

O que eu sei e aprendi nesta experiência é que nada pode nos separar do amor de Deus que está em Jesus Cristo nosso Senhor. Nenhuma circunstância, nem a morte. Pois nossa vida é de Cristo. Louvado seja o nome de Jesus para sempre!

Deus te abençoe e te fortaleça!

Elisandra Toledo, pra.
Boletim ParticipAção, ano XXV, nº 29
Informativo semanal da Igreja Metodista em Cataguases

Atitudes de Amor

Amor! Cristo veio ao mundo por amor a cada um de nós. Então se Cristo nos ama devemos amar uns aos outros. Mas como isso é possível?

Temos a ideia de que amor é sentimento. Mas amor deve ser ação. Ação é diferente de sentimento. Precisamos amor as pessoas na prática, ou seja com ações. Pois é muito fácil falarmos de amor, dizer que amamos, no entanto nossas ações dizem o contrário.

Quantos pais dizem que amam seus filhos mas são capazes de espancar, ferir mortalmente, exterminar com os sonhos de seus filhos?

Quantos maridos dizem que amam suas esposas mas dentro das quatro paredes batem,  agridem , maltratam de todas as formas possíveis?

Assim poderíamos citar diversos casos reais que vemos ou que  já vivemos onde  o amor é distorcido pela forma rude de falar, palavrões, injustiças, desigualdades , agressões etc...etc...

O amor de Deus  pode ser aperfeiçoado em nós. Como isso pode acontecer? Quando eu amo os que estão ao meu redor, quando eles também me amam, quando escolhemos ser amáveis ao invés de ser mesquinhos, críticos e duros , mas sim ter atitude de elogiarmos, valorizarmos e apreciarmos os outros.

No livro o Monge e o Executivo conta-se uma história de um militar que consegue render seu inimigo de guerra. Todos acreditavam que o inimigo seria maltratado, humilhado, torturado. Mas foi ao contrário. Foi tratado com respeito, dignidade e amor. Você pode se perguntar: Mas como? A ação que o militar teve foi ‘’ vou fazer com ele o que eu gostaria que fizesse comigo’’. Se colocar na situação da outra pessoa.

Essa é a atitude que todos nós devemos ter em relação as outras pessoas. Vou tratá-lo como eu gostaria de ser tratado.

Creio que o mundo precisa de muito amor. Nós como filhos e filhas de Deus precisamos de muito amor para doar aos outros. Como Deus fez conosco, nos amou mesmo sendo pecadores. Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu seu Filho único para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.

Neste fim de ano  e no próximo que todos nós possamos doar nosso amor. Compartilhar o amor  que recebemos do Senhor , e assim sermos aperfeiçoados a cada dia.

Elisandra Toledo, pra.
Boletim ParticipAção, ano XXV, nº 50
Informativo semanal da Igreja Metodista em Cataguases