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Olá. O Chimarrão com Queijo é o nome tem acompanhado nossa caminhada. O Márcio é oriundo de Cataguases, Minas Gerais, e a Elisandra, de Passo Fundo, Rio Grande do Sul. Nossa pequena Emanuelle também é de lá.
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quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

SOS Miraí: um relato, dentre muitos, da enchente de 28 de dezembro de 2011

Olá, amigos e amigas. Estou chegando, agora às 12h., de uma noite aceso em virtude da enchente que foi acometido nossa pequena Miraí.

Desde as 19h. de ontem, 28 de dezembro, caia uma água com pressão considerável. Mas achávamos que não era água para uma enchente. A hora foi passando. A chuva diminuía na cidade, mas ao redor, a terra encharcada ficava.

À 01:10h., já na madrugada do dia 29, fui ao carro pegar um cobertor para minha querida esposa. Nosso carro estava lá fora, porque cedemos a garagem para meu sogro, que do Sul, recém chegara. Olhei em direção ao rio, que atrás cerceia nossa casa, e me assustei: via a água com aproximadamente 4m. do leito normal. Entrei e avisei à Elisandra que iria à Igreja, na Av. Presidente Médici, para verificar se tinha água na rua.

No caminho, o leito do rio já invadia casebres, próximo à fábrica, e na Vila Santo Antônio. Chegando à Igreja, imaginei que tinham construído uma piscina na rua. A água do rio já tinha invadido aquele trecho. Fui ajudar alguns vizinhos da Igreja a retirar seus móveis, roupas e outras. Dentre algumas pessoas estava o Renato Corrêa e Antônio Marcos Amaral. Junto com outros, auxiliamos umas cinco casas ao redor da igreja.

O templo? Quase sendo inundado. Imediatamente retiramos tudo, exceto os bancos de madeira, para o segundo piso, numa pequena sala que temos: som, violão, aparelho de som, hinários, boletins, etc. ...

Nessa altura, estávamos novamente no apoio aos vizinhos, mas com telefone em casa para saber o estado da água. Elisandra relatava que faltava uns 30cm para chegar no nível da área de serviço. A essa altura, o rio já estava com uns 6,5m do nível normal.

Dentre essas ajudas, levei o pequeno Lucas, irmão da Luíza, a pequenina que contei sobre ela no Facebook, para a casa no segundo andar do sr. Geraldo. Em seguida, com mais 5 pessoas, colocamos dona Rita deitada num colchão e este sobre um estrado. Assim a levamos para a casa do sr. Geraldo. A casa que ela estava começava a entrar também. Na calçada, a água estava a 1,15m, aproximadamente.

Por volta das 4:30h. tentei retornar para casa. Impossível! Na região da Fábrica o carro não passava. Fui novamente a pé. Água numa altura de 90cm. Ali, vários casebres foram inundados.

Cheguei. Minha querida esposa, preocupada, me aguardava. Tomei banho. E, às 05:30h., tentei dormir um pouco. Às 07h. acordei para limparmos o templo, tomado de barro.

Isso foi um pouco dessa madrugada. Muitos bairros foram atingidos: Indaiá, Vila Santo Antônio, Centro e, acredito, o Tucano. Dia de recuperação. Dia de superação!

Espero que as autoridades de Miraí possam conseguir, junto à Caixa, liberação de FGTS para as famílias atingidas tentarem se recuperar. Espero que as autoridades também possa, de forma concreta, auxiliar os mais afetados.

Desejamos que a Graça de Deus possa dar forças e esperanças aos desamparados.

Que Deus tenha misericórdia de nós!!!

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