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quinta-feira, 23 de junho de 2011

Entendendo o tempo de Deus

Por Thiago Grôpo Toledo
Revisão: Hideide Brito Torres
http://hideide.blogspot.com 
Leia Eclesiastes 3.1-2a


“Os Teus olhos me viram a substância ainda informe, e no Teu livro
foram escritos todos os meus dias, cada um deles escrito e determinado,
quando nem um deles havia ainda”.       Salmo 139.16

Quem conheceu meu pai sabe que ele foi um homem dedicado a Deus, à família e à igreja. Após aceitar o sacrifício de Cristo para sua salvação, com seu jeito simples, tímido às vezes e sem muitas palavras bonitas, testemunhou a ação de Deus em sua vida para os seus próximos. Inclusive para nós, sua família. Enquanto ele viveu.

Em agosto de dois mil e dez, papai passou por uma grave cirurgia cardíaca. Além de uma ponte safena, foi substituída a válvula aórtica. Na época, ele estava com sessenta e três anos de idade, era hipertenso e diabético. Todo um cenário pouco motivador para uma boa recuperação. Mas Deus age de uma forma que nos surpreende. Em poucos meses, papai já estava recuperado, frequentando a igreja, alimentando-se de tudo de que gostava, participando de várias atividades conosco, como festas, aniversários e passeios. Sete meses se passaram e, como já relatei, a recuperação foi acima das expectativas. Diria até surpreendente.

No final de março deste ano, ele contraiu uma bactéria na perna, causando-lhe uma erisipela. Nada de anormal ou desconhecido, já que não era a primeira vez que contraíra essa doença. Mas foi a última. Após fazer o mesmo tratamento que fizera nas outras vezes, uma desconhecida dor começou a tomar o seu corpo devagar. A infecção generalizou-se. A sepsemia foi tão avassaladora que, em pouco mais de doze horas, seu quadro clínico era bastante crítico. Transferido para a UTI do Hospital Prontocor, em Muriaé, o mesmo onde havia sido operado há sete meses, e após ter a sepse diagnosticada, restou-nos orar a Deus para fazer o melhor por ele.

O coma induzido foi necessário para que, através da respiração artificial, o mantivesse vivo. O medo dos médicos era que uma endocardite fosse diagnosticada, transformando o quadro clínico em quase irreversível. Foram os dias mais longos da minha vida. Passaram a sexta-feira, o sábado e o domingo. Na segunda-feira, foi confirmada a infecção na válvula. Nada tão ruim que não pudesse piorar. Nossa oração era a de que Deus tirasse o sofrimento do meu pai e que fizesse o melhor para ele, mesmo que fosse o pior para nós, enquanto família. E cremos que Deus fez.

Na triste manhã de terça-feira, cinco de abril, os órgãos já frágeis foram aos poucos parando de funcionar e a hora de descansar no Senhor havia chegado. Deus o levou.

E uma pergunta começou a martelar na minha cabeça: como enfrentar uma cirurgia gravíssima com meu pai e nada acontecer e, depois de uma aparente simples erisipela, entender que chegou o momento de partir? Como aceitar sua morte assim tão rápida? Deus me trouxe à memória os textos de Eclesiastes (cap. 3) e Salmos (cap. 139). “Há tempo para nascer e há tempo para morrer” e todos os nossos dias foram escritos pelo Senhor, mesmo antes do nascimento.

Esses dois textos foram essenciais para entender que o tempo pertence a Deus. Nossos sonhos, planos, pensamentos e caminhos não são os mesmos do nosso Pai. Deus o levou para junto de Si e deixou em nós o entendimento de que Ele é o dono da vida.

Deus fez com que, através do nosso testemunho de fé e esperança na vida eterna, confortássemos aqueles que nos vinham confortar. Hoje cremos que não perdemos nosso pai. Perder algo é quando não sabemos onde está. Papai está com Deus!

Convido a você, leitor(a), a orar a Deus comigo. A você que perdeu um ente querido recentemente e não tem aceitado essa perda, ore: Pai, ajuda-nos a viver no Seu tempo, a sonhar os Seus sonhos, a cumprir os Seus planos, a agir pelos Seus pensamentos e a percorrer os Seus caminhos. Obrigado por sempre fazer o melhor por nós. Dá-nos a plenitude da Tua graça. Em nome de Jesus, amém.

Um comentário:

Thiago Toledo disse...

Obrigado por postarem o texto. Notifico também que a revisão do mesmo foi de Hideíde Brito Torres.